sexta-feira, 25 de dezembro de 2009




Cárie de Mamadeira




Primeiramente é necessário que a mãe e a criança tenham uma orientação e entendam o que é a doença cárie e como previní-la, para se obter com o tempo uma mudança da mentalidade da população.

Aos 3 anos de idade, 60% das crianças já tiveram cárie, portanto a prevenção deve começar antes. Deve-se iniciar com orientações às gestantes, e acompanhar a criança desde o nascimento do primeiro dente.

O tratamento deve ser educativo para os pais e preventivo/curativo para as crianças, com atenção no primeiro ano de vida e determinação e controle dos fatores de risco.

A cárie é uma doença infecciosa, transmissível e multifatorial, ou seja, depende de vários fatores para o seu desenvolvimento, o principal é o hábito, ou melhor a higiene bucal e a dieta.

A cárie de mamadeira acomete a dentição decídua, ou seja, dentes de leite de crianças pequenas que estão acostumadas a terem suas alimentações através de mamadeiras, mas especificamente as noturnas e o pior, adoçadas demais.

As lesões ocorrem normalmente em todos os dentes superiores, mais severamente nos incisivos(dentes da frente), também nos inferiores primeiro e segundo molares(dentes do fundo). Atinge todas as faces do dente, deixando-o totalmente destruído. Exemplificado na foto ao lado.




Quando uma criança faz uso da mamadeira noturna açucarada, ocorrem vários fatores que agrupados, propiciam o aparecimento deste tipo de lesão. A criança quando adormece tem uma diminuição da frequência de deglutição e dos movimentos musculares bucais em geral, além disso, tem uma redução no fluxo salivar que ajudaria a combater as bactérias. Todos esses fatores, somados ao tempo que a criança permanece nesse estado, são suficientes para o enfraquecimento das superfícies dentais.

Os clínicos sentem grande dificuldade em conscientizar as mães sobre o efeito da mamadeira noturna, pois estas ficam no impasse entre as necessidades de alimentação e psicofisiológicas da criança e o efeito maléfico inerente ao hábito.

Pode acontecer de algumas crianças, apesar da alimentação por mamadeira noturna, não apresentarem o referido quadro.

O primeiro passo no tratamento deste tipo de cárie, seria a conscientização da mãe, sugerindo a suspensão da alimentação noturna por mamadeira, em crianças maiores. Nas crianças menores, a mãe precisa higienizar a boca da criança após a mamadeira, com uma gaze com água limpa ou se possível escovando os dentes da criança.

Para que possamos reduzir o potencial cariogênico da mamadeira, é aconselhável que retire o açucar da mesma. Não esquecendo de sempre consultar um Dentista de sua confiança.





Criança com "cárie de mamadeira" Criança com boca saudável











Dra. Aline Nahás Matiello - Cirurgiã Dentista - Bauru/SP

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Quanto é Seguro o Clareamento de Dentes?

Após uma década de pesquisas, métodos clareadores provaram-se seguros e eficazes. Vários produtos disponíveis no mercado, hoje, não apresentaram reações adversas em dentes ou gengiva após longos testes clínicos e laboratoriais. Tenha a certeza de procurar produtos clinicamente testados, siga as instruções e consulte um profissional da área odontológica.

No passado, as concentrações de ingredientes clareadores mais altas, utilizadas em consultório, resultavam em maior sensibilidade. Entretanto, hoje com os géis clareadores são bem tamponados, a sensibilidade não é mais um problema. Ela pode ocorrer após os procedimentos de clareamento, especialmente quando os indivíduos comem alimentos quentes ou frios, mas normalmente ela desaparece após 48 horas e cessa completamente com o final do tratamento.

Caso você tenha sensibilidade, existem várias maneiras de ajudar a eliminá-la:

Caso esteja usando um aplicador de moldeira, use por um tempo mais curto.
Escove os dentes com creme dental para dentes sensíveis que contém citrato de potássio e que ajuda a acalmar as terminações nervosas destes.
Peça um produto com flúor a seu dentista ou farmacêutico, que auxilia na remineralização dos dentes. Aplique o flúor nos dentes, ou coloque-o em sua moldeira durante quatro minutos antes e depois do clareamento.
Interrompa o clareamento de seus dentes por alguns dias a fim de permitir que eles se adaptem a esse processo. Dentro de 24 horas a sensibilidade irá ceder. Quanto mais clarear os dentes, menos sensibilidade terá.
Em alguns casos, seu dentista poderá desestimulá-lo a clarear os dentes:

Se você tiver doença da gengiva, dentes com esmalte desgastado, cáries ou dentes sensíveis em particular.
Se você estiver grávida ou amamentando.
Se você tem coroas da cor do dente, jaquetas ou qualquer outro tipo de restaurações nos seus dentes frontais e que não podem ser clareados.

O que é flúor?

O flúor é um mineral natural encontrado em toda a crosta terrestre e largamente distribuído pela natureza. Alguns alimentos contêm flúor, assim como a água fornecida por algumas empresas de serviço público.

O flúor é geralmente adicionado à água potável para ajudar a reduzir a incidência de cáries nos dentes. Na década de 30, pesquisadores encontraram pessoas que cresceram bebendo água naturalmente fluoretadas. Desde então, os estudos têm mostrado repetidamente que quando o flúor é adicionado ao suprimento de água da comunidade, a incidência de cárie diminui. A Associação Brasileira de Odontologia, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde, dentre muitas outras organizações têm endossado o uso de flúor nos suprimentos de água, devido ao seu efeito preventivo contra a cárie.



Como o flúor atua?

O flúor ajuda a prevenir as cáries de duas maneiras distintas:

O flúor se concentra nos ossos em crescimento e nos dentes em desenvolvimento das crianças, ajudando a endurecer o esmalte dos dentes de leite e permanentes que ainda não nasceram.
O flúor ajuda a endurecer o esmalte dos dentes permanentes que já se formaram.
O flúor trabalha durante os processos de desmineralização e remineralização que ocorrem naturalmente em sua boca.

Sua saliva contém ácidos que causam a desmineralização nos dentes. Estes ácidos são liberados após a alimentação.
Em outros momentos - quando sua saliva está menos ácida - ocorre justamente o oposto, a reposição do cálcio e do fósforo que mantém seus dentes resistentes. Este processo é chamado de remineralização. Quando o flúor está presente durante a remineralização, os minerais depositados são mais duros do que seriam sem o flúor, ajudando a fortalecer seus dentes e a prevenir a dissolução durante a próxima fase de desmineralização.


Como saber se estou recebendo quantidade suficiente de flúor?

Se a água que você bebe contiver flúor, então somente a escovação regular utilizando um creme dental com flúor será suficiente para adultos e crianças com dentes saudáveis, com um baixo risco de cáries. Se a água de sua comunidade não for fluoretada, nem contiver uma quantidade suficiente de flúor natural (uma parte em um milhão é considerada ideal), então seu dentista ou pediatra deve receitar suplementos de flúor para suas crianças tomarem diariamente. Seu dentista ou pediatra poderá dizer a quantidade correta de flúor para sua família, por isso não deixe de pedir sua orientação. Se a água que você consome vier de uma rede pública de abastecimento, você poderá saber se ela contém flúor ligando para a empresa de água local. Se a sua água vier de um poço particular, você poderá analisá-la em um laboratório de teste ambiental independente e que ofereça este tipo de serviço.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A importância do uso do fio dental

Muitas vezes, após escovar seus dentes, você ainda é surpreendido por um gostinho desagradável na boca. É que fatalmente sobraram resíduos de alimentos e placa bacteriana entre alguns dentes, que as cerdas da escova não conseguiram alcançar e eliminar.

Os riscos

Além desse gostinho inoportuno, você ainda corre sérios riscos adicionais: persistência de mau hálito, aparecimento de cáries e de doenças da gengiva. Por quê?

Porque é justamente na região entre os dentes (local de difícil acesso para a higienização) que há uma forte tendência de cáries e de problemas na gengiva de forma mais grave. E o seu dentista terá uma dificuladade maior também para executar as restaurações e obturações.

A solução salvadora

É o fio dental. Ele consegue chegar até onde sua escova não consegue e remove aqueles últimos restinhos de alimentos que insistem em ficar entre os dentes, tanto nos da frente como nos de trás. E remove também a placa bacteriana: você a vê saindo dos dentes e ficando agarrada no fio dental

Como usar corretamente o fio dental

1) Corte um pedaço de aproximadamente 30 centímetros. Enrole uma ponta do fio no dedo médio de cada mão.

2) Prenda o fio esticado antre o polegar e o indocador, deixando livre um pequeno pedaço de uns 10 centímentros de fio dental.

3) Passe o fio entre os dentes, sem pressionar a gengiva, fazendo movimentos de "vai-e-vem".

4) Curve o fio formando um "C" sobre a superfície de cada dente.

5) Repita a operação para cada dente, seguindo a seqüência dos dentes dec trás para os frentes.

A escolha do fio dental

A espessura do fio pode variar, dependendo da dificuldade de cada pessoa em passá-lo entre os dentes. Assim, existe o "Normal", o "Extra-Fino" e outros. O ideal é você experimentar na primeira vez juntamente com o seu dentista, assim ele poderá ajudar na esoclha da espessura mais apropriada aos seus dentes.

Mas não se esqueça, a opção é pelo fio dental com flúor.

O que é o Câncer da Boca?

O que é o Câncer da Boca?

O que é o câncer bucal?

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?

Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:

  • Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
  • Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
  • Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
  • Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
  • Dificuldade para mastigar ou para engolir;
  • Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
  • Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
  • Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?

Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**

Fumo: A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.

Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Mascar tabaco: O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.

O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa pára de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Como se trata o câncer bucal?

Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?

Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.

Como manter a saúde bucal durante a terapia?

Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

* Guia completo para um melhor cuidado dos dentes", Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S. e Mary Jane Taintor, 1997."** Instituto Nacional do Câncer, "O que você deve saber sobre o câncer de boca." Última revisão, 28 de set. 1998. (1) Compêndio da Educação Contínua em Odontologia 1[Compendium of Continuing Education in Dentistry] , Vol. 19, #1 outono, 2000.

Como escovar os dentes de forma correta

ESCOVAR OS DENTES DE MANEIRA INCORRETA PODE CAUSAR DANOS À GENGIVA E AOS PRÓPRIOS DENTES. ESCOVE CORRETAMENTE!

Como escovar - imagem 1

As cerdas devem ser posicionadas na horizontal ao longo da linha da gengiva numa inclinação de 45° mantendo contato tanto com a superfície da gengiva como a superfície do dente. Execute movimentos suaves de "pentear", sempre no sentido gengiva-dente em ambas as faces.
Faça a escovação da arcada superior do lado direito para o esquerdo e da arcada inferior do esquerdo para o direito tendo assim a certeza que não esqueceu de nenhum dente.

Nas faces oclusais dos dentes posteriores posicione as cerdas contra a superficie de mastigação fazendo movimentos para a frente e para trás.
O tempo de duração recomendado para uma completa escovação é de 2 a 3 minutos.

Como escovar - imagem 2

Como escovar - imagem 3

A escova de dentes deve ser trocada após um resfriado, gripe ou qualquer doença contagiosa, ou se ela estiver com cerdas gastas ou tortas ou ainda regularmente a cada 3 ou 4 meses.
Escove seus dentes sempre após as refeições.


Flúor e Prevenção da Cárie Dentária





Se a cárie não for tratada, pode atingir a dentina e a polpa do dente (camadas mais internas do dente) podendo existir dor, inflamação, e, em estados mais avançados, pode ocorrer um abcesso. O flúor é um mineral extremamente importante na prevenção da cárie dentária.

A cárie dentária ocorre quando se forma uma cavidade no dente provocada pelo ácido produzido pelas bactérias que constituem a placa bacteriana. O ácido provoca a degradação do esmalte (camada mais resistente que reveste os dentes), este cede, e forma-se a cavidade.

Se a cárie não for tratada, pode atingir a dentina e a polpa do dente (camadas mais internas do dente) podendo existir dor, inflamação, e, em estados mais avançados, pode ocorrer um abcesso.

Um dos grandes êxitos dos programas de Saúde Pública nos países industrializados tem sido a redução das cáries por intermédio do flúor.


O flúor, quando ingerido durante o período de formação dos dentes, incorpora-se no esmalte, tornando-o mais resistente a futuros ataques ácidos. Tal acontece quando é administrado no organismo humano por via sistémica (geral) através dos alimentos (água, sal, leite) ou suplementos (comprimidos ou gotas).


Por outro lado, o flúor ajuda a reparar o esmalte na fase de cárie muito precoce inibindo a dissolução do esmalte, fortalecendo o esmalte remineralizando-o, impedindo a aderência da placa bacteriana ao dente e exercendo um efeito bactericida em doses elevadas. O flúor actua desta forma quando é administrado por via tópica (local) através das pastas dentríficas, dos vernizes (selantes), dos bochechos e da aplicação profissional (gel ou solução e pasta profilática).


A forma tópica parece ser a mais eficaz na prevenção da cárie dentária, tanto em adultos como em crianças.


Aconselha-se a aplicação tópica de flúor pelo médico dentista de 6 em 6 meses. Nos casos de risco elevado de cáries é aconselhável aplicar o flúor de 3 em 3 meses.