quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A importância do uso do fio dental

Muitas vezes, após escovar seus dentes, você ainda é surpreendido por um gostinho desagradável na boca. É que fatalmente sobraram resíduos de alimentos e placa bacteriana entre alguns dentes, que as cerdas da escova não conseguiram alcançar e eliminar.

Os riscos

Além desse gostinho inoportuno, você ainda corre sérios riscos adicionais: persistência de mau hálito, aparecimento de cáries e de doenças da gengiva. Por quê?

Porque é justamente na região entre os dentes (local de difícil acesso para a higienização) que há uma forte tendência de cáries e de problemas na gengiva de forma mais grave. E o seu dentista terá uma dificuladade maior também para executar as restaurações e obturações.

A solução salvadora

É o fio dental. Ele consegue chegar até onde sua escova não consegue e remove aqueles últimos restinhos de alimentos que insistem em ficar entre os dentes, tanto nos da frente como nos de trás. E remove também a placa bacteriana: você a vê saindo dos dentes e ficando agarrada no fio dental

Como usar corretamente o fio dental

1) Corte um pedaço de aproximadamente 30 centímetros. Enrole uma ponta do fio no dedo médio de cada mão.

2) Prenda o fio esticado antre o polegar e o indocador, deixando livre um pequeno pedaço de uns 10 centímentros de fio dental.

3) Passe o fio entre os dentes, sem pressionar a gengiva, fazendo movimentos de "vai-e-vem".

4) Curve o fio formando um "C" sobre a superfície de cada dente.

5) Repita a operação para cada dente, seguindo a seqüência dos dentes dec trás para os frentes.

A escolha do fio dental

A espessura do fio pode variar, dependendo da dificuldade de cada pessoa em passá-lo entre os dentes. Assim, existe o "Normal", o "Extra-Fino" e outros. O ideal é você experimentar na primeira vez juntamente com o seu dentista, assim ele poderá ajudar na esoclha da espessura mais apropriada aos seus dentes.

Mas não se esqueça, a opção é pelo fio dental com flúor.

O que é o Câncer da Boca?

O que é o Câncer da Boca?

O que é o câncer bucal?

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?

Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:

  • Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
  • Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
  • Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
  • Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
  • Dificuldade para mastigar ou para engolir;
  • Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
  • Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
  • Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?

Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**

Fumo: A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.

Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Mascar tabaco: O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.

O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa pára de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Como se trata o câncer bucal?

Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?

Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.

Como manter a saúde bucal durante a terapia?

Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

* Guia completo para um melhor cuidado dos dentes", Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S. e Mary Jane Taintor, 1997."** Instituto Nacional do Câncer, "O que você deve saber sobre o câncer de boca." Última revisão, 28 de set. 1998. (1) Compêndio da Educação Contínua em Odontologia 1[Compendium of Continuing Education in Dentistry] , Vol. 19, #1 outono, 2000.

Como escovar os dentes de forma correta

ESCOVAR OS DENTES DE MANEIRA INCORRETA PODE CAUSAR DANOS À GENGIVA E AOS PRÓPRIOS DENTES. ESCOVE CORRETAMENTE!

Como escovar - imagem 1

As cerdas devem ser posicionadas na horizontal ao longo da linha da gengiva numa inclinação de 45° mantendo contato tanto com a superfície da gengiva como a superfície do dente. Execute movimentos suaves de "pentear", sempre no sentido gengiva-dente em ambas as faces.
Faça a escovação da arcada superior do lado direito para o esquerdo e da arcada inferior do esquerdo para o direito tendo assim a certeza que não esqueceu de nenhum dente.

Nas faces oclusais dos dentes posteriores posicione as cerdas contra a superficie de mastigação fazendo movimentos para a frente e para trás.
O tempo de duração recomendado para uma completa escovação é de 2 a 3 minutos.

Como escovar - imagem 2

Como escovar - imagem 3

A escova de dentes deve ser trocada após um resfriado, gripe ou qualquer doença contagiosa, ou se ela estiver com cerdas gastas ou tortas ou ainda regularmente a cada 3 ou 4 meses.
Escove seus dentes sempre após as refeições.


Flúor e Prevenção da Cárie Dentária





Se a cárie não for tratada, pode atingir a dentina e a polpa do dente (camadas mais internas do dente) podendo existir dor, inflamação, e, em estados mais avançados, pode ocorrer um abcesso. O flúor é um mineral extremamente importante na prevenção da cárie dentária.

A cárie dentária ocorre quando se forma uma cavidade no dente provocada pelo ácido produzido pelas bactérias que constituem a placa bacteriana. O ácido provoca a degradação do esmalte (camada mais resistente que reveste os dentes), este cede, e forma-se a cavidade.

Se a cárie não for tratada, pode atingir a dentina e a polpa do dente (camadas mais internas do dente) podendo existir dor, inflamação, e, em estados mais avançados, pode ocorrer um abcesso.

Um dos grandes êxitos dos programas de Saúde Pública nos países industrializados tem sido a redução das cáries por intermédio do flúor.


O flúor, quando ingerido durante o período de formação dos dentes, incorpora-se no esmalte, tornando-o mais resistente a futuros ataques ácidos. Tal acontece quando é administrado no organismo humano por via sistémica (geral) através dos alimentos (água, sal, leite) ou suplementos (comprimidos ou gotas).


Por outro lado, o flúor ajuda a reparar o esmalte na fase de cárie muito precoce inibindo a dissolução do esmalte, fortalecendo o esmalte remineralizando-o, impedindo a aderência da placa bacteriana ao dente e exercendo um efeito bactericida em doses elevadas. O flúor actua desta forma quando é administrado por via tópica (local) através das pastas dentríficas, dos vernizes (selantes), dos bochechos e da aplicação profissional (gel ou solução e pasta profilática).


A forma tópica parece ser a mais eficaz na prevenção da cárie dentária, tanto em adultos como em crianças.


Aconselha-se a aplicação tópica de flúor pelo médico dentista de 6 em 6 meses. Nos casos de risco elevado de cáries é aconselhável aplicar o flúor de 3 em 3 meses.